Teuto: Uma história de sucesso!

A história do Teuto


São mais de 40 anos de existência em prol do lazer, esporte e descanso de seus associados. Uma instituição que conquistou, ao longo do tempo, o privilégio de possuir como característica marcante e tradicional o caráter familiar. E neste auge de sua maturidade, o Teuto Esporte Clube, através da atual administração, presenteia com um inédito relato histórico sobre a sua fundação a todos os que possuem de alguma maneira vínculo com o clube. Registro com características de reportagem, colhida através do depoimento de dois dos fundadores ainda sócios: Alfred Saffran, Eberhard Hans Aichinger. E a trajetória desse grandioso empreendimento começa em meados dos anos 60, em Belo Horizonte. Época em que alguns funcionários estrangeiros da empresa Manesmann criaram um clube denominado Teuto Brasileiro. No local, onde hoje se situa o bairro Belvedere, apelidado na época como “acaba mundo”, famílias de várias nacionalidades européias relaxavam e se descontraiam nos finais de semana. Entretanto, em decorrência da necessidade de uso do terreno, o qual pertencia à família Guimarães, do ramo de mineração, foi solicitado o cancelamento do contrato do imóvel.

Com a decisão, restou aos sócios do Teuto Brasileiro promover reuniões semanais para tentar viabilizar um novo espaço para o clube. Os encontros, sempre regados ao legítimo chope germânico, aconteciam no antigo restaurante alemão Klause, na avenida Amazonas, região central. Várias idéias foram estudadas durante semanas na Stammtisch, denominação alemã para uma mesa cativa com seus fiéis integrantes. Certo dia, Werner Hackner, proprietário desse restaurante e também um dos que compunham o grupo de sócios, revelou conhecer um empresário de nome Antônio Pio Cardoso Filho, que tinha o interesse em vender um terreno próximo à capital mineira. O encontro do brasileiro com o grupo foi questão de poucos dias. E, devido a afinidade com os alemães, já que o empresário vez ou outra viajava para a Europa, uma proposta viável foi apresentada: venderia em 24 parcelas a sede de uma fazenda, numa área de 56 mil metros, situada em Betim. E lotearia o restante do terreno, que, valorizado, seria vendido para os sócios. Em 1964, antes mesmo da inauguração oficial e sem a estrutura completa, o clube já era freqüentado em Betim. E no dia 11 de abril de 1965, com 39 sócios, sendo a maioria composta por alemães, austríacos e belgas, um advogado foi contratado para criar o primeiro estatuto do clube. Estava, enfim, fundado o Clube Teuto Mineiro, que anos mais tarde passou a se chamar Teuto Esporte Clube. 

Devido aos seus conhecimentos em administração e gerenciamento, adquiridos principalmente através da experiência em sua empresa de refratários, Alfred Saffran foi aclamado pelos sócios como o primeiro presidente. E Eberhard Hans Aichinger, o primeiro diretor financeiro. A empolgação com o novo clube se contrastava com as primeiras dificuldades para a quitação da dívida com o proprietário do terreno, tendo em vista que as receitas não cobriam as despesas. Foi necessário em diversas vezes que Eberhard e Alfred arcassem com as parcelas através de seus próprios bolsos. “Lembro-me que no contrato estava permitido um atraso de no máximo três meses para o pagamento de cada parte. Religiosamente, sempre esperávamos até o último dia estipulado, tamanha dificuldade”, contou Alfred Saffran. No galpão de máquinas agrícolas, onde hoje funcionada o restaurante, um boliche foi construído com a ajuda do Consulado Alemão. Com peculiaridades diferentes do tradicional boliche americano, os sócios promoviam diversas disputas, quase sempre às quartas feiras. Todos os meses, um descontraído “Jantar do Feijão”, típico da Alemanha, era oferecido aos sócios. “Para a sobremesa, havia um bolo partido de acordo com o número de pessoas. Quem achasse um feijão em seu pedaço, teria que fazer uma apresentação humorística, como manda a tradição. Muitos o engoliam para não ter que passar pela brincadeira”, revelou Alfred Saffran. Festas típicas alemãs e momentos de descontração, como estes, eram promovidos regularmente.

Com isso, o Teuto crescia em seu aspecto social. Entretanto, os dois primeiros presidentes do Teuto, alemães, procuravam não aumentar de forma desenfreada o numero de sócios, com o intuito de não super povoar o estabelecimento. Mas, na medida em que o clube foi crescendo, com outros lotes da redondeza sendo adquiridos, mais interessados compravam cotas, expandindo o número de freqüentadores. “Até chegarmos a esse ponto de festas, com o clube possuindo uma estrutura satisfatória, trabalhamos bastante. Lembro-me do período em que, para sair do Teuto em dias de chuva, era quase que impossível. A lama fazia com que os carros atolassem. Mas, com o tempo, calçamos boa parte da entrada, e outro aspecto foi sendo dado”, revelou Eberhard. A luta para tornar o Teuto um estabelecimento privilegiado, e da grandeza que hoje se encontra, nos remete a própria origem do nome do clube. De acordo com o senhor Alfred Saffran, o nome Teuto é uma homenagem: Refere-se a uma antiga floresta da Alemanha, chamada de região Teutônica.

No decorrer dos anos varias administrações vieram a contribuir, e muito com engrandecimento desta instituição. Atualmente o Teuto chega a seu 13 º presidente, com 3.060 associados, cinco piscinas, complexo de tênis com sete quadras, quatro campos de futebol society e um campo infantil, uma quadra poliesportiva, duas quadras de petecas cobertas e duas descobertas, restaurante, ginásio, academia de ginástica e musculação, salão de festas e jogos, escolinhas de todos os esportes, pista de caminhada e cooper, oito quiosques, três saunas, playground, estacionamento, entre outros. Essa história de sucesso, bem como todas as conquistas, faz com que a família Teuto tenha motivos de sobra para comemorar!